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28/09/18

Tecnologia traz inovação e agilidade aos laboratórios

Equipamentos digitais e softwares utilizados nos laboratórios de análises clínicas agilizam o atendimento e o diagnóstico sem eliminar a importância do biomédico

 

A tecnologia está cada vez mais presente nos laboratórios de análises clínicas e promove uma nova rotina nos procedimentos de diagnósticos. "Os profissionais biomédicos devem estar abertos a inovação, pois o processo tecnológico é irreversível é inevitável", garante o biomédico João Roberto de Morais Gonçalves, membro do Conselho Regional de Biomedicina – 3ª Região (CRBM-3), pós-graduado em Docência do Ensino Superior e ainda responsável técnico e assessor científico de empresa do ramo hospitalar.

As vantagens da tecnologia e da informatização aplicadas às análises clínicas são o aumento da eficiência, a padronização dos testes laboratoriais e a agilidade no atendimento. Ao longo dos anos os equipamentos evoluíram em velocidade de análise, em parâmetros e especificidades analíticas. "A padronização e, sobretudo, a certeza de valor diagnóstico, fazem atualmente dos laboratórios de análises clínicas verdadeiros centros tecnológicos aplicados à saúde", salienta o especialista.

Para João Roberto, a tecnologia é aliada da atuação biomédica porque não prescinde da participação do profissional sobre os processos de análises clínicas. "Todos os equipamentos necessitam de intervenção humana em ao menos um momento do processo de análise, seja no pré-analítico, no pós-analítico ou em ambos", acrescenta. O resultado final é a convergência da análise feita pelos equipamentos e a análise pós analítica realizada pelo biomédico. "Talvez em algum momento a necessidade de intervenção venha a diminuir, porém o papel do biomédico continuará a ser fundamental na utilização das novas metodologias", completa.

O especialista ressalta ainda a importância da ação humana, pois com o advento da tecnologia o perfil dos biomédicos mudou e exige profissionais mais completos capazes de manipular instrumentos mais complexos sem perder a aplicação teórica e científica.

Equipamentos

A incorporação da Inteligência Artificial permitiu à máquina interpretar alguns resultados, antes típicos dos biomédicos. As novidades tecnológicas oferecidas pelo mercado aos laboratórios são as mais diversas. Porém, não existe o risco do profissional ser dispensado ou substituído. "O que deverá ocorrer é a especialização do biomédico na manipulação dessas novas tecnologias", alerta.  A interpretação sempre caberá ao biomédico, pois o ser humano diferentemente da máquina consegue realizar a análise criticamente. "A máquina não é infalível e aí entra o profissional capaz de realizar a análise crítica e tomar as devidas correções", completa.

As principais ferramentas são as que se referem à análise de hemograma, como os equipamentos hematológicos e os equipamentos de bioquímica. Podemos citar ainda equipamentos de Imunologia e dosagens hormonais, em uma mesma plataforma e com a mesma tecnologia. Esses equipamentos possuem testes altamente específicos e com elevada sensibilidade, dentre outros.

Cadastros

A informatização dos cadastros de pacientes formando uma espécie de banco de dados também traz mais seguranças para os processos de análises clínicas. O sistema de cadastro tem evoluído constantemente e esse avanço é importante tanto para a segurança dos dados dos pacientes quanto para a segurança das amostras eliminando erros de identificação das mesmas.

Hoje com os bancos de dados já implementados as informações dos pacientes podem ser acessadas 24 horas sem a necessidade de retorno do paciente ao laboratório para a retirada dos exames, por exemplo. "Esse modelo permite também ao médico assistente realizar a verificação  dos resultados em tempo real e antes mesmo dos pacientes terem acesso, antecipando assim, em alguns casos, a tratativa", justifica.

Os dados contidos na maioria dos bancos de dados são criptografados impedindo que sejam indevidamente acessados por terceiros. Aos profissionais responsáveis pelo atendimento, a facilidade de cadastrar e a correta identificação do paciente auxiliam na agilidade e na segurança tanto institucional quanto do paciente.

 

 

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