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25/09/18

Perfusão Extracorpórea é oportunidade para biomédicos

O bom profissional em Perfusão vai atuar em cirurgias de grande complexidade. Por isso, precisa tomar decisões rápidas e ter a capacidade de enfrentar situações estressantes. Além de estar sempre em contato com as novas tecnologias.

A Perfusão ou Circulação Extracorpórea é uma das áreas mais atuais a contemplar o biomédico. A habilitação foi reconhecida pela Biomedicina em abril 2007 por meio da Resolução nº 153, aglutinada à Toxicologia. Uma década depois, a luta é para criar um adendo ou mesmo uma resolução específica para a Perfusão Extracorpórea e, assim detalhar a atividade.

A resolução específica para esta habilidade vai, assim como na Estética, determinar quais os requisitos mínimos de formação, especificar a carga horária, e delimitar as atribuições o profissional poderá atuar dentro da Perfusão Extracorpórea, além da Cirurgia Cardíaca. O documento será norteador para centros formadores, para fiscalização dos conselhos e um documento que ampara ainda mais o biomédico que atua na área, dando maior legitimidade jurídica.

Fábio Murilo da Costa é biomédico e exerce atualmente a vice-presidência da Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea. Atuando na área há alguns anos, ele explica que são várias as atividades que o biomédico perfusionista desempenhará.

"Por ser um profissional que atua nas cirurgias de alta complexidade, suas atribuições são extensas e de grande responsabilidade. Recomendo a leitura das Normas Brasileiras para o Exercício da Especialidade de Perfusionista em Circulação Extracorpórea, publicado pela Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea (SBCEC), disponível no site www.sbcec.com.br para quem quer entender mais sobre o assunto", orienta o biomédico.

A  formação  do  Perfusionista  abrange  os conhecimentos  básicos de  Fisiologia  Humana, Anatomia  Humana, Farmacologia, Hematologia, Bioquímica Médica, e ainda  noções de centro cirúrgico. A especialidade é oferecida por centros formadores reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) e aqueles reconhecidos pela SBCEC.

"As instituições ligadas ao MEC não necessariamente cumprem os requisitos básicos exigidos pela SBCEC; já os centros formadores da SBCEC cumprem com folga os requisitos mínimo do MEC", compara Fábio. A SBCEC chancela e reconhece apenas cursos com carga horária adequada para uma formação de excelência por se tratar de um profissional de alta capacidade de decisão e de responsabilidade. A carga mínima é de 1200 horas, sendo 800 práticas e 400 teóricas.

Para ajudar quem deseja ingressar nesta área, o site da Sociedade Brasileira de Circulação Extracorpórea mantém atualizados os nomes dos centros formadores, as cargas horárias e os requisitos de excelência preconizados pela SBCEC. Alunos oriundos dos centros formadores da SBCEC que não são autorizados pelo MEC, obrigatoriamente deverão prestar a prova de título da SBCEC e, após isso, requerer sua habilitação no Conselho de classe.

Características

O biomédico e vice-presidente da entidade afirma que o bom profissional em Perfusão precisa tomar decisões rápidas e ter a capacidade de enfrentar situações extremamente estressantes. Além de estar sempre em contato com as novas tecnologias e temas pertinentes a área.

"Por tratar-se de um profissional que integrará equipes de cirurgia cardíaca, é importante que haja uma relação de confiança entre o profissional e o cirurgião", destaca Fábio. Ele acrescenta que há também concursos e oportunidades em empresas distribuidoras de insumos médicos. "Se o profissional tem uma boa formação na área, e diferenciais com o título da SBCEC – uma exigência da maioria dos cirurgiões - certamente haverá colocação em uma equipe ou hospital com serviço de alta complexidade", adianta Fábio Murilo.

Instragram: @fabiobiomedico

Fotos: arquivo pessoal

(Imprensa CRBM-3)

 

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